A importância de acompanhar a progressão das propostas na creche e no pré-escolar


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Construção de Grelhas de observação

Na educação de infância, planear não significa estar constantemente a inventar novas propostas, a introduzir materiais diferentes ou a procurar experiências que surpreendam as crianças. Significa, sobretudo, saber olhar para aquilo que já acontece, compreender o que as crianças estão a construir e reconhecer quando uma experiência pode ganhar novas possibilidades.

É neste ponto que a observação assume um papel fundamental. Observar não é só identificar o que a criança já consegue fazer. É procurar compreender como faz, que estratégias utiliza, onde encontra dificuldades, que decisões toma, o que repete, o que transforma e até onde consegue chegar. É acompanhar o seu percurso, reconhecendo pequenas conquistas, hesitações, descobertas e necessidades de novos desafios.

Uma proposta não se esgota na primeira experiência. Pelo contrário, pode tornar-se o ponto de partida para um percurso de aprendizagem muito mais rico.

Não precisamos de mudar tudo. Precisamos de saber o que mudar, quando mudar e porquê.

É precisamente aqui que as grelhas de observação se tornam ferramentas importantes para os educadores. Ajudam-nos a organizar o olhar, a identificar competências em desenvolvimento, a reconhecer diferentes níveis de complexidade e a pensar numa continuidade intencional das propostas. Permitem-nos sair de uma lógica de acumulação de atividades e entrar numa lógica de aprofundamento das experiências.

A progressão pedagógica não se mede pela quantidade de propostas que apresentamos, mas pela qualidade das oportunidades que construímos a partir daquilo que observamos.

Quando uma criança repete uma experiência, não está necessariamente a fazer sempre a mesma coisa. A repetição permite consolidar gestos, afinar movimentos, testar estratégias, antecipar resultados e conquistar maior autonomia. O nosso papel é perceber quando essa repetição continua a alimentar a descoberta e quando começa a ser necessário introduzir uma nova variável, um desafio mais complexo ou uma possibilidade diferente.

Quando sabemos o que observar, conseguimos perceber o que pode vir a seguir. Quando reconhecemos a progressão de uma competência, deixamos de sentir a necessidade de apresentar constantemente novidades. Passamos a investir na profundidade, na repetição com intenção e no desafio ajustado.

Precisamos de deixar de confundir diversidade de propostas com riqueza de experiências. Uma criança que tem oportunidade de regressar a uma experiência, aperfeiçoar um gesto, experimentar outra estratégia e conquistar mestria está a construir aprendizagens que precisam de tempo e continuidade.

É precisamente este o propósito da nossa formação Construção de Grelhas de Observação: ajudar os educadores a construir instrumentos que façam sentido nos seus contextos, que apoiem a observação do desenvolvimento infantil e que permitam projetar propostas com intencionalidade pedagógica.

Queremos que cada educador consiga olhar para uma experiência e perguntar: o que está a acontecer? Que competências estão a emergir? O que já foi conquistado? Que desafio poderá aprofundar esta aprendizagem? E, sobretudo, o que me dizem as crianças que ainda não estou a conseguir ver?

Porque talvez o maior desafio da nossa profissão seja precisamente este: não nos perdermos na floresta de tantas possibilidades e conseguirmos regressar às crianças como a nossa principal fonte de inspiração.

Convidamos-te a participar nesta formação e a construir grelhas que te ajudem a observar melhor, a planear com maior intencionalidade e a aprofundar as experiências das crianças.

Não precisamos de mais propostas. Precisamos de aprender a olhar melhor para as que já temos. E temos salas repletas de material que já não conseguimos resignificar. Fica a reflexão.

Materiais que abrem possibilidades

A forma como organizamos os materiais na sala também comunica uma intenção pedagógica. Quando disponibilizamos materiais de fim aberto, estamos a oferecer às crianças possibilidades de explorar, combinar, transformar, construir e atribuir novos significados àquilo que têm nas mãos.

Os cones, as bobines e os cilindros de cartão são exemplos de materiais simples, mas com um enorme potencial. Podem transformar-se em estruturas, percursos, construções, composições, mecanismos ou servir de ponto de partida para inúmeras investigações.

Não trazem uma função fechada nem determinam antecipadamente o resultado. É a criança que lhes atribui significado, experimenta possibilidades e constrói novas relações.

Temos estes materiais disponíveis para venda, para que possam também chegar a outras salas e contextos educativos. Se procuram enriquecer os ambientes de aprendizagem com materiais versáteis, que convidam à exploração e ao pensamento criativo, podem consultar as opções disponíveis. (Bobines de cartão e plastico - 2 €/cada) Cilindro de cartão bem grosso ( 1€/Cada) cones pequenos de 17 cm ( 0,50€ cada) .

Porque, por vezes, são os materiais mais simples que nos permitem chegar às ideias mais complexas.

Temos também disponíveis os nossos materiais digitais sobre peças soltas, pensados para apoiar educadores na organização de ambientes ricos em possibilidades de exploração, construção e pensamento criativo. Reúnem propostas, referências e sugestões de utilização de materiais não estruturados, ajudando a olhar para aquilo que já temos de outra forma e a reconhecer o potencial pedagógico das peças soltas. Recursos para inspirar, planear e aprofundar experiências, mantendo a criança no centro das descobertas.

€5.00

Peças Soltas - Tapetes

5 Tapetes em A3 para cobrir o pré-grafismo com diferentes peças soltas.
Para adquirir por um dos métodos abaixo, deve... Read more

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€6.00

Transient Art

Material incluído no projeto de mentoria "The Art Box".
Para adquirir por Mb Way ou transferência bancária entre em... Read more

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Talvez o nosso maior desafio seja este: aprender a procurar o belo naquilo que nos rodeia. Nos espaços que organizamos, nos materiais que escolhemos, nas propostas que imaginamos e, sobretudo, nos gestos, nas descobertas e nas construções das crianças.

Procurar o belo não significa procurar o perfeito ou o extraordinário. Significa desenvolver um olhar capaz de reconhecer possibilidades onde, à primeira vista, parece existir apenas simplicidade. É nesse olhar atento, sensível e curioso que começa a nascer uma pedagogia com intenção, profundidade e significado.

Que continuemos a criar espaços que convidam a pensar, materiais que despertam possibilidades e experiências que nos fazem querer olhar mais demoradamente. Porque a beleza também se aprende a ver.

Ana

Passos de Gigante

Todos os nossos produtos podem ser solicitados por email para passos.e.gigante@gmail e adquiridos através de MBWAY ou Transferência bancária.

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