Desde 2023 temos vindo a escrever e a publicar inúmeros e-books, livretos e artigos, ao mesmo tempo que partilhamos, de forma consistente, fotografias e vídeos do nosso quotidiano, dos espaços que habitamos e das aprendizagens que vão emergindo. Esta partilha contínua tem sido uma forma de tornar visível uma prática pedagógica enraizada na observação, na documentação e na reflexão, onde o processo é tão valorizado quanto a experiência vivida pelas crianças.
As várias participações em palestras, seminários e jornadas pedagógicas têm sido igualmente momentos importantes de diálogo e de difusão desta prática dedicada à infância. Uma prática que afirma o valor do contacto com os espaços naturais, do tempo ao ar livre e do corpo em ação, e que se distancia de um brincar plástico, passivo e excessivamente quieto. Acreditamos numa infância que se move, que investiga, que se relaciona com materiais reais e com o território, construindo aprendizagens significativas a partir da experiência.
Este percurso tem reforçado a convicção de que educar é criar condições para que as crianças explorem o mundo com todos os sentidos, num equilíbrio entre liberdade e intencionalidade pedagógica, onde o adulto observa, escuta e sustenta, reconhecendo a criança como sujeito ativo da sua própria aprendizagem.
ebooks e livretos
E-books
Para além de todas as temáticas sobre as quais temos vindo a escrever, lançámos também duas coleções que aprofundam de forma mais estruturada a nossa prática pedagógica. A primeira é dedicada aos materiais que falam, onde exploramos a intencionalidade da escolha dos materiais e a forma como estes são utilizados nos nossos espaços, enquanto mediadores de investigação, relação e aprendizagem. Nesta coleção, os materiais são apresentados não como recursos neutros, mas como elementos que comunicam, provocam e sustentam o pensamento das crianças.
A segunda coleção integra dois livretos dedicados aos nossos percursos investigativos, ou projetos de média e longa duração, desenvolvidos com as crianças. Nestes materiais partilhamos processos reais, desde o surgimento das perguntas iniciais até à documentação, análise e continuidade das aprendizagens, tornando visível o modo como os interesses das crianças orientam o currículo e dão forma a projetos vivos e em constante transformação.
Ambas as coleções reforçam uma visão de educação onde o currículo emerge da experiência, da escuta e da relação com os contextos, oferecendo aos educadores ferramentas de reflexão e inspiração para práticas mais conscientes, coerentes e alinhadas com pedagogias participativas.
Os livretos distinguem-se pelas suas 40 páginas e uma leitura mais exploratória das temáticas. São pequenos livros enviados pelo correio.
Ao todo, são 695 páginas compiladas nestas 29 publicações. Que podem consultar mais detalhadamente no botão abaixo. Na compra de 2 livretos ou mais, oferecemos os portes em correio registado.
Estes materiais muitas vezes voltam às mãos das crianças como consulta, são vistos pela equipa, lido em reuniões de consultadoria, em conversas de café com colegas. Eles ilustram já vários anos de estudo, de práticas e de passagem por muitas familias e crianças.
As próprias crianças adoram rever-se na documentação.
Deixo-vos aqui um pequeno video de mostra de como são os livretos no seu interior. Todos tem 40 páginas e são recheados de elementos visuais desde fotografias dos vários projetos, a tabelas que ajudam a ilustrar e comparar ideias que por vezes, os textos tornam densos. Contém espaços de reflexão pessoal, questões para refletir em equipa e quem sabe possibilitar e amparar mudanças.
Neste momento, estamos a trabalhar no novo livreto que será lançado em fevereiro deste ano. Das instituições que tenho visitado, os educadores tem mencionado as dificuldades que sentem na observação e na identificação dos interesses das crianças, particularmente na creche. Assim, espero responder a dúvidas e dar sugestões através deste material.
“A hipótese de uma pedagogia da escuta une adulto e criança num único e contínuo processo de investigação, onde conhecer significa, antes de mais, aprender a colocar e a fazer perguntas.” Alessandra Ginzburg
Para escrever é preciso ler muito, investigar, ponderar, questionar o que se lê, como se aplica na nossa prática, testar, voltar a refletir e colocar em choque com crenças, ideias e opiniões contrárias.
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